UNI-RN e Semurb realizam minicurso sobre gestão de resíduos sólidos


Por Nayara Azevedo

Coluna Meio Ambiente & Sustentabilidade

blog.flaviomarinho.com.br

Com o objetivo de instruir a respeito da preservação, conservação, consumo consciente e sustentabilidade ambiental, a Secretária de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) desenvolveu o Minicurso “Gestão de Resíduos Sólidos” que será ofertado no UNI-RN nos dias 21 e 22 de Outubro de 2019, das 18h às 22h, no Auditório Espaço Luz, como atividade integrante a programação da Semana Lixo Zero Natal.

Dentro do conteúdo do minicurso estão: projetos e competências da Semurb, educação ambiental, zoneamento ambiental, desenvolvimento sustentável e planejamento urbano, o código do meio ambiente do município de Natal, consumo consciente de produtos descartáveis, energia e água e as soluções individuais para os resíduos sólidos.

O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas no link: https://eventos.unirn.edu.br/sisuni/eventos/visualizar/698.

Agentes investigam mortes de crustáceos em Sergipe

Agentes ambientais investigam se a morte de crustáceos na Foz do Rio São Francisco está relacionada às manchas de óleo que apareceram no litoral nordestino. No Rio São Francisco o óleo já atingiu criadouros de camarão, alguns já forma encontrados mortos, equipes analisam a água para identificar a causa das mortes.

Nesta segunda-feira, 14, foram encontradas em Pirambu, litoral norte de SE, manchas em uma extensão de 6 km. As manchas atingiram todo o litoral sergipano e já foram retiradas mais de 100 toneladas das manchas de óleo.

A Justiça Federal do Estado notificou o Ibama e a União para que o Governo Federal implante barreiras de proteção em cinco rios ameaçados pelo derramamento de óleo.

O ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, disse que o governo vai cumprir a decisão.

JÁ FORAM RETIRADAS MAIS DE 100 TONELADAS DE MANCHAS DE ÓLEO DO LITORAL SERGIPANO

Parque Nacional Marinho de Abrolhos fica livre de petróleo

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos é a mais extensa área contínua de corais do Atlântico Sul abriga espécies ameaçadas e é berçário de baleias jubarte. A região, que inclui os bancos de corais de Abrolhos e Royal-Charlotte, também tem importância econômica e social.

O governo realizou neste mês um leilão de blocos para exploração de petróleo, a 16ª Rodada de Óleo e Gás. Alguns deles, se perfurados, poderiam ameaçar Abrolhos e o ecossistema local. Nenhum desses blocos teve interesse de empresas! Essa é uma ótima notícia para o meio ambiente, para as comunidades locais e para o planeta.

A sociedade civil já tinha mostrado que não aprovava essa atividade ali. Um abaixo-assinado contava com quase 1 milhão de assinaturas.

Em um momento no qual as praias e a costa do Nordeste são inundadas e contaminadas por petróleo, em um momento no qual temos um governo com uma agenda anti-ambiental agressiva, de desmonte da proteção ambiental, esse mesmo governo pretende também leiloar mais de dois mil blocos de petróleo. 

Vender essas áreas perto de Abrolhos era uma medida que estava até contrariando o Ibama, que em um parecer técnico disse sobre os riscos e ameaças à mais importante área de biodiversidade marinha de todo o Atlântico Sul. É ali que se encontram os maiores recifes de corais do Brasil e onde milhares de baleias-jubarte se reproduzem todo ano. 

Explorar petróleo ali ameaça não somente o meio ambiente. A região é também bastante importante do ponto de vista econômico. Dados do ICMBio indicam que a pesca nas regiões vizinhas movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, ou 10% da receita da atividade no Brasil. Segundo o órgão, a pesca é “meio de subsistência para cerca de 20 mil pessoas na região”. Já o turismo representa 20% do PIB dos municípios da Costa das Baleias, no litoral sul da Bahia. 

A REGIÃO DOS ABROLHOS É A MAIS EXTENSA ÁREA CONTÍNUA DE CORAIS DO ATLÂNTICO SUL

Rede de alerta, detecção precoce e resposta rápida inicia atividades para evitar invasão de novas espécies exóticas invasoras

A Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras iniciou as atividades para a criação da rede técnica para alerta, detecção precoce e resposta rápida que ajudará a evitar a invasão de novas espécies exóticas de flora e fauna que podem causar um grande impacto nos ecossistemas brasileiros. A formação da rede foi discutida conjuntamente com os colaboradores da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras.

Entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, foi realizada a 1ª Oficina de Monitoria Anual da Estratégia Nacional, com o objetivo de avaliar o andamento da execução do Plano de Implementação. A Estratégia Nacional provê direcionamento estratégico para a gestão e o manejo de espécies exóticas invasoras no Brasil para um período de 12 anos, até 2030. O Plano de Implementação traz o detalhamento das ações prioritárias para o atingimento dos objetivos e metas definidos na Estratégia Nacional.

NA REUNIÃO FORAM REUNIDOS SUBSÍDIOS PARA A FORMAÇÃO DA REDE DE ALERTA, DETECÇÃO PRECOCE E RESPOSTA RÁPIDA DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS

Durante a oficina, foi possível constatar que grande parte das ações previstas estão em andamento conforme planejado, também foram discutidos os pontos positivos e as boas práticas para o enfrentamento dos desafios para a implementação integral da Estratégia.

Após a Oficina de Monitoria foi realizada a Reunião Técnica sobre a Rede de Alerta, Detecção Precoce e Resposta Rápida no Ministério do Meio Ambiente nos dias 3 e 4 de outubro dentro do escopo do Projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção e foi organizada pelo Departamento de Conservação e Manejo de Espécies (DESP/MMA) e pelo WWF-Brasil. Durante a reunião, foram compartilhadas experiências e reunidos subsídios para a formação da rede de alerta, detecção precoce e resposta rápida de espécies exóticas invasoras.

A detecção e alerta de espécies exóticas invasoras representa uma etapa crucial no manejo destas espécies.  A prevenção de novas invasões biológicas deverá contribuir para a manutenção do equilíbrio do habitat de muitas espécies nativas brasileiras.

HABITANTES DOS CENTROS URBANOS EUROPEUS ESTÃO EXPOSTOS A NÍVEIS DE POLUIÇÃO ACIMA DO RECOMENDADO PELA OMS

Reino Unido apresenta nova lei ambiental para reduzir poluição

A poluição do ar causou 400 mil mortes em 2016, e representa hoje o maior risco a saúde da população.

Os habitantes dos centros urbanos europeus estão expostos a níveis de poluição acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde – OMS. Os governos estão conseguindo reduzir as partículas finas de fumaça do ar, mas não o suficiente para eliminar os efeitos nocivos ao homem.

Nesta terça-feira, 15, o Reino Unido apresentou uma nova lei ambiental que obriga as montadoras a fazer um recall de carros que não cumpram com os limites de emissão de partículas finas.